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Matéria sobre Apnéia na Revista do CROSP

Complicações cardiovasculares, alterações metabólicas e risco de acidentes decorrentes do distúrbio do sono podem transformar a vida de uma pessoa em um verdadeiro pesadelo
Uma noite mal dormida pode atrapalhar o dia de uma pessoa. Problemas recorrentes de sono podem transformar a vida em pesadelo. Em casos assim, é  comum que distúrbios respiratórios, como a apneia obstrutiva do sono, estejam na raiz do problema. Identificar a causa é fundamental, e ao cirurgião-dentista cabe um papel importante nessa tarefa.
Apesar de o diagnóstico ser médico, uma boa anamnese e o exame clínico irão apresentar suspeitas ou constatações de problemas relacionados aos transtornos do sono, tais como respiração bucal, más oclusões, deformidades esqueletais, problemas no padrão de crescimento, anatomia da língua, entre outros aspectos.
Matéria Sobre Apnéia do Sono
Por não existir oficialmente a especialidade de Odontologia do Sono, o Brasil segue outros países nesse campo: alterações impostas às articulações temporomandibulares (ATM) e aos músculos da mastigação pela maioria dos aparelhos intraorais  cam a cargo do especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial.
Outras especialidades também estão habilitadas às intervenções, como a Ortopedia Funcional dos Maxilares, a Ortodontia e a Cirurgia Bucomaxilofacial. No entanto, é preciso que o profissional tenha passado por cursos específicos para estar apto a receber o paciente com distúrbios do sono e tratar dele.
A apneia do sono pode levar o indivíduo a risco de morte, seja por complicações cardiovasculares, alterações metabólicas ou pela excessiva sonolência diurna, que pode causar acidentes de trabalho ou acidentes resultantes do uso de veículos automotivos.
Estudos já comprovaram que a mortalidade entre portadores da sêndrome é mais alta entre aqueles que não receberam tratamento adequado. Uma das características da apneia são os roncos extremamente altos, após uma pausa na respiração. Na maioria das vezes, a pessoa não percebe que acordou e volta a dormir até a próxima interrupção do sono.
Estão relacionadas às causas da apneia: o excesso de peso no abdômen e pescoço, a retrognatia (queixo para trás), a micrognatia (queixo pequeno) e fatores genéticos, entre outros. Os homens são mais afetados que as mulheres, pelo menos até a menopausa, já que os hormônios femininos as protegem.
Em casos já instalados de quadros de ronco primário e apneia do sono, o cirurgião-dentista pode intervir recomendando a utilização de aparelhos orais ou até mesmo procedendo a correções por meio de cirurgia bucomaxilofacial, desde que observados e respeitados os limites da área de atuação.
Em crianças, as correções precoces de deformidades dentoesqueletais, em conjunto com o trabalho do otorrinolaringologista, do alergologista e do fonoaudiólogo podem prevenir problemas que levariam ao desenvolvimento de quadros de apneia. Vale ressaltar que, em qualquer situação, a abordagem multidisciplinar é primordial. Por isso, é importante que o cirurgião-dentista esteja familiarizado com o trabalho em equipe.
TRATAMENTOS
  • Novos métodos de tratamento estão sendo estudados, como uma espécie de marca-passo para a musculatura da língua. No entanto, enquanto eles ainda não são uma realidade, quadros leves a moderados podem ser beneficiados com a utilização de aparelhos orais, que devem ser rigorosamente titulados e controlados pelo cirurgião-dentista.
  • Nos casos considerados de moderados a graves, o indicado ainda é a utilização de aparelhos de pressão aérea positiva, chamados de CPAP. Cirurgias ortognáticas especificas para apneia também podem estar indicadas em quadros graves. O tratamento somente é considerado um sucesso absoluto quando há redução do índice de apneia e hipopneia obstrutiva do sono (IAH) para menos de cinco eventos por hora; parcial quando se reduz a menos de 50% em relação ao número inicial, mas ainda com uma quantidade de ocorrências maior do que cinco; insucesso quando a diminuição é menor do que 50% em relação ao basal, com mais de cinco eventos de apneia por hora. O índice de sucesso costuma  car entre 60% e 80% dos casos tratados com aparelhos orais. Esse índice cresce nos casos de cirurgia ortognática.
  • Estar consciente do risco de morte que a apneia do sono traz ao paciente é ponto inquestionável para o cirurgião-dentista que se propõe a lidar com esse quadro. Sempre que possível, o profissional da área de Odontologia também deve alertar seus pacientes para os perigos da utilização de aparelhos pré-fabricados, comprados por eles próprios. Via de regra, essas máquinas alteram a posição da mandíbula, podendo agravar quadros de disfunção das ATMs.
Fonte: Revista do CROSP
Publicação do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo
Ano IV – Número 07 – Agosto 2017
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